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Postada em 08 de Novembro de 2019 às 08h28min

Ex-comandante da PM é condenado a oito anos de prisão em MT

Ele confessou o crime e disse que o ex-governador Pedro Taques (PSDB) tinha conhecimento dos grampos.

Texto: Ianara Garcia, TV Centro América
Ex-comandante da PM é condenado a oito anos de prisão em MT
Foto: TV Centro América/Reprodução
O coronel da reserva da Polícia Militar, Zaqueu Barbosa, foi condenado a cumprir oito anos de prisão por participação em grampos clandestinos em Mato Grosso. Foram mais de 16 horas de julgamento até a sentença na noite da quinta-feira (7) na 11ª Vara Criminal Especializada Justiça Militar, em Cuiabá.

A maioria dos juízes militares acompanhou o voto do juiz Marcos Faleiros. Zaqueu Barbosa foi o único condenado a cumprir pena. Zaqueu era comandante-geral da PM, o cargo mais alto da instituição no estado.

Ele confessou o crime e disse que o ex-governador Pedro Taques (PSDB) tinha conhecimento dos grampos.

Em nota, o ex-governador disse que espera ser chamado para depoimento.

Foto: Montagem/ G1
Militares são acusados de esquema de grampos — Foto: Montagem/ G1

Por unanimidade o conselho condenou Zaqueu a 8 anos de prisão, inicialmente em regime semiaberto. Como o coronel já ficou preso por um ano, deve cumprir sete, mas poderá aguardar recurso em liberdade.

Entre os crimes considerados para a condenação estão a movimentação de tropa para atividade ilegal, tendo em vista que o coronel cometeu os crimes com abuso de sua função.

Também foi decidido que ele deve perder a patente de coronel, punição que só deve ser aplicada apos o julgamento de todos recursos.

O coronel Ronelson Barros e o tenente-coronel Januário Batista foram absolvidos também por unanimidade.

Os juízes concluíram que faltaram provas do envolvimento deles. Acusado de comandar ação militar ilícita, o coronel Evandro Lesco também foi absolvido.

O conselho entendeu que ele era subordinado a Zaqueu, por isso não deve responder pelo crime.

Já o cabo Gerson Correia Junior teve o perdão judicial pela colaboração unilateral.

A Justiça Militar entendeu que o cabo, além de ter sido o primeiro a confessar, trouxe informações importantes.

Na decisão o conselho militar definiu ainda que vai encaminhar a cópia dos autos a corregedoria da PM para apurar os crimes de organização criminosa e escutas telefônicas clandestinas.

O processo na Vara Militar foi o primeiro a julgar envolvidos no esquema de interceptações telefônicas clandestinas.

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