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Postada em 02 de Dezembro de 2019 às 08h23min

Dos senadores de MT, Selma foi a que menos votou favorável ao governo

Dos três senadores por Mato Grosso, Selma Arruda (Pode) foi a que menos acompanhou a orientação do governo nas votações do Senado.

Texto: Mikhail Favalessa/RD News
Dos senadores de MT, Selma foi a que menos votou favorável ao governo
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Dos três senadores por Mato Grosso, Selma Arruda (Pode) foi a que menos acompanhou a orientação do governo nas votações do Senado desde fevereiro deste ano. Em 86% dos projetos e encaminhamentos, a parlamentar, que é da base do presidente Jair Bolsonaro (PSL), votou com o governo. Jayme Campos (DEM) e Wellington Fagundes (PL) seguiram a orientação do Executivo em 97% das votações.

Os dados são do projeto Parlametria, realizado pela Open Knowledge Brasil, pela Dado Capital e pelo Laboratório Analytics da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). A plataforma, que foi desenvolvida com código aberto, coleta e analisa dados disponíveis nos portais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para traçar perfis dos parlamentares brasileiros.

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Selma divergiu do governo, por exemplo, no Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 115/2018 que tratava do Programa de Recuperação Fiscal (Refis). A proposta, aprovada pelo Senado, proibiu a exclusão de empresas do Refis mesmo quando as parcelas mensais de pagamento fossem inferiores a 1/180 do valor total da dívida, ou seja, não fossem suficientes para amortizar a dívida com a União. O governo orientou pela aprovação do projeto e a senadora votou não. Jayme e Wellington foram favoráveis.

A senadora, que trocou o PSL pelo Podemos em setembro, também foi contra a orientação do Executivo nos dois turnos da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 61/2015. O Plenário do Senado aprovou a PEC para autorizar apresentação de emendas ao orçamento alocando recursos diretamente no Fundo de Participação dos Estados (FPE) e no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), indicando o ente federativo a ser beneficiado. Tanto Jayme quanto Wellington votaram pela aprovação da PEC.

O Senado suspendeu, em junho, o decreto de Bolsonaro que flexibilizava a posse de arma no país. O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 233/2019, desfazendo a decisão do presidente, passou com apoio de Jayme e Wellington. Foi o único voto de ambos contra orientações do governo. Naquela votação, Selma seguiu a orientação para que fosse mantido o decreto de Bolsonaro.

Os três senadores estiveram presentes na maior parte das votações ocorridas até 28 de novembro, data da consulta feita pela reportagem. Wellington esteve ausente em quatro, Jayme faltou três e Selma deixou de votar em apenas duas.

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